A Família Microcósmica (3): Obediência e Instrução

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Neste domingo continuamos a nossa série do mês da família, “A Família Microcósmica”. Estamos examinando o texto de Ef 5.22-6.9 no qual Paulo delineia as características de um lar transformado por Jesus Cristo. Baseando-se no lar romano, ele dá instruções para cada relacionamento que existia naquele ambiente: maridos e esposas, pais e filhos, mestres e escravos. É interessante observar que cada um desses relacionamentos envolve o homem como líder do lar. Na mensagem desta semana examinamos o relacionamento entre pais e filhos.

Abordamos o texto de Ef 6.1-4 numa ordem inversa, observando primeiro as instruções para os pais e examinando as definições dos termos usados para instruir os pais. Conselho do Senhor: se estudarmos as instruções de Deus para o Seu povo (Dt 6.4-9), vemos que a verdade básica que deve ser passada para a próxima geração é que Deus existe, e deve ser amado e glorificado acima de qualquer outra coisa. Todo momento útil deve ser usado para ensinar isso a fim de que a próxima geração O ame também. Mas, como sabemos das Escrituras, todos glorificarão ao Senhor no fim, mas nem todos compartilharão da Sua gloriosa presença. Aqueles que se recusam a crer nEle e glorificá-Lo nesta vida O glorificarão como objetos da Sua ira contra a injustiça e iniquidade. Por isso o “conselho” também inclui uma advertência: devemos avisar aos nossos filhos que há consequências para a desobediência. Instrução do Senhor: Por que os filhos devem obedecer aos seus pais? Porque, pelo menos no lar cristão, através da obediência eles aprenderão a obedecer a Deus. Da mesma forma que o relacionamento conjugal representa algo muito maior e eterno, o relacionamento dos pais e filhos representa algo infinitamente mais importante e duradouro. Por isso a disciplina (verbal, preventiva e sim, até física) se torna tão importante.

A instrução e o conselho são qualificados pelos dois mandamentos aos pais (homens): “não provoquem seus filhos à ira mas antes criem-nos…” O amor nos constrange a transmitir a obediência a Deus dentro de um ambiente que reflete coerentemente a importância da santidade de Deus, como também a grandeza da Sua graça, do Seu amor e, consequentemente, o perdão que encontramos em Cristo.

Deus não estava brincando em relação à obediência dos filhos. O filho que se recusava obedecer ao mandamento de honrar os pais era executado (Ex 21.17). Vimos como a disciplina física—a vara—foi prescrição de Deus para afastar insensatez dos filhos e demonstrar amor (Pv 13.24). Quem não disciplina seu filho se torna cúmplice da sua morte (Pv 23.13, 14). Esse conceito corre na contramão de tudo que aprendemos no mundo. Podemos utilizar a ilustração da caverna novamente para entender por quê.

As sombras. O mundo sem Cristo opera a partir de mentiras que aceitam como verdades. Entre essas está a ideia de que a disciplina é uma coisa negativa para nossos filhos. Será que Deus sempre diz sim aos seus filhos? Ele deu alguma restrição no Éden (antes mesmo que o homem pecasse)? Quem prescreveu a disciplina dos filhos e por quê?

As figuras incompletas. Muitas das “sombras” que aceitamos estão alicerçadas em modelos equivocados da natureza do ser humano. A evolução, por exemplo, reduz o homem, feito na imagem e semelhança de Deus, a apenas um animal racional. Qual o resultado disso? Qual é o foco do ensino humanista: mudar comportamento ou transformação do coração? Que outros modelos incompletos (até cristãos) existem?

A luz artificial. Infelizmente, muitos modelos cristãos são informados por pensamentos antibíblicos e não pela Bíblia. Como podemos nos certificar que o modelo que tentamos implementar na vida dos nossos filhos é fiel ao Original? Como podemos ensinar o Evangelho para os nossos filhos?

As verdades divinas. Até uma leitura básica das Escrituras demonstra que as verdades bíblicas são bem diferentes dos pensamentos e modelos do mundo. Até mesmo Paulo, ao usar o lar romano como exemplo, virou de ponta-cabeça o conceito patriarcalista daquele ambiente. Ele instruiu primeiro os subordinados (esposas, filhos e escravos) de cada relacionamento; em seguida, ele também subordinou o cabeça (marido, pai e mestre) ao senhorio de Cristo. Como podemos viver isso no nosso lar?

Deus, a verdadeira luz. A prioridade número um de todo e qualquer lar cristão deve ser ensinar que Deus existe, e que será glorificado pela Sua criação. Nossos filhos aprenderão, pela obediência ao ensino bíblico, a amá-Lo, ou, pela desobediência, serão alvos de Sua ira justa. De uma forma ou de outra, nós vamos glorificá-Lo. O que estamos fazendo para transmitir isso para os nossos filhos?

Não falamos muito da instrução aos filhos, “filhos obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo” (6.1). Não é porque a instrução não seja importante, mas é que, à medida que nós pais fazemos a nossa parte corretamente, nossos filhos entenderão, no mínimo, que devem obedecer. Não é uma garantia que obedecerão, mas podemos pelo menos nos certificar que sua desobediência seja informada e não ignorante.

A Bíblia não prescreve um modelo exato para a criação dos nossos filhos, mas deixa nítido que a verdade que informa qualquer modelo será o mesmo. E podemos resumir essa verdade em uma só palavra: Evangelho. Avalie e responda as seguintes perguntas:

DEUS: Estou utilizando toda e qualquer oportunidade para ensinar aos meus filhos que o Deus da Bíblia existe? Tenho estabelecido momentos formais de ensino, como culto doméstico, momentos de oração, leitura da Bíblia, músicas, etc.? Eu utilizo os tempos informais como oportunidades para instruir meus filhos acerca da existência, natureza e essência de Deus? Como posso alterar a rotina familiar para priorizar esse ensino acima das prioridades do mundo?

HOMEM: Estou utilizando toda e qualquer oportunidade para ensinar aos meus filhos sobre a verdade da nossa existência como seres humanos? Estou enfatizando que somos criação especial, feitos na imagem e semelhança de Deus? Estou explicando que também somos pecadores, merecedores da ira justa de Deus? Que seus pecados (pensamentos e ações) vêm de um coração pecador? Que devemos admitir os nossos erros e procurar o arrependimento e perdão de quem ofendemos? Como estou ensinando que não há nada que possamos fazer para ter a salvação a não ser responder em fé à graça de Deus?

CRISTO: Estou utilizando toda e qualquer oportunidade para ensinar aos meus filhos que Jesus Cristo é o único salvador? Que Deus ama sua criação rebelde e quer transformar o nosso coração pecador num coração que adora a Deus? Como estou exaltando Jesus como o caminho, a verdade e a vida, a única forma de termos paz com Deus? Meus filhos sabem o que é a fé em Jesus Cristo, ou têm um conceito mundano de religiosidade?

RESPOSTA: Que oportunidades estou oferecendo aos meus filhos para que respondam em fé a Deus? A minha instrução é amorosa e cuidadosa, para que remova os empecilhos para uma decisão consciente e informada? Estou disciplinando os meus filhos para que entendam a santidade e justiça de Deus?

Dia 1

Efésios 6.1-4

Dia 2

Provérbios 10.13; 19.29; 13.24;
22.15; 23.13-14; 26.3; 29.15, 17

Dia 3

Deuteronômio 6.4-9

Dia 4

Hebreus 12.3–11

Dia 5

Provérbios 3.1-12

Dia 6

Deuteronômio 8.5; 2 Samuel 7.14

Dia 7

Juízes 2.8–23

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