A Família Microcósmica (2): O Núcleo Familiar

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Como vimos na semana passada, Efésios ensina as proporções cósmicas do plano de Deus para a salvação da humanidade. Também ensina as dimensões microcósmicas do plano que operam a partir da unidade mais básica de relacionamento, a família. Ao estudarmos Ef 5.22-33 esta semana, vimos que o núcleo da família é o relacionamento conjugal: um homem e uma mulher, vivendo como uma só carne. Há um mandamento para cada um dos cônjuges: esposas devem se submeter aos seus maridos e maridos devem amar suas esposas. Talvez a questão mais impressionante deste texto é que como estes mandamentos foram colocados dentro do contexto eterno e cósmico de Deus; não fala apenas de o que deve ser feito, mas como deve ser feito e por que deve ser feito. A chave para o entendimento de tudo se encontra numa verdade eterna: o relacionamento do Senhor Jesus com a Sua noiva, a igreja.

Nós ouvimos uma explicação bastante detalhada que incluiu elementos ressignificados da alegoria da caverna de Platão (explicaremos mais na próxima seção). Resumidamente, quando Paulo citou Gn 2.24, “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne”, ele estava revelando um grande mistério: que o casamento humano foi instituído para estabelecer um retrato do casamento celestial por vir. Deus não olhou para a nossa união imperfeita e temporária e a utilizou para termos uma ideia do relacionamento entre Jesus e Sua igreja. De fato, criou o ser humano em dois sexos distintos, complementares e os juntou na aliança do casamento para que tivéssemos uma noção da realidade cósmica e eterna desse casamento divino.

As definições dos conceitos “casamento”, “submissão” e “amor” foram estabelecidas e existem em formas perfeitas e eternas, não no mundo das ideias de Platão, mas na existência eterna de Deus. São essas verdades que precisamos entender e obedecer. Esposas devem se submeter aos seus maridos, “como ao Senhor”; maridos devem amar suas esposas, “como Cristo amou Sua igreja”. Nossa obediência não se baseia em nossas noções equivocadas do casamento, mas na verdade eterna de Deus revelada na pessoa de Jesus Cristo.

Na alegoria da caverna, o filósofo grego Platão quis descrever a natureza da realidade. Sua explicação chega muito próxima a algumas verdades bíblicas, mas sem a luz do evangelho, não consegue chegar às conclusões corretas. Nós ressaltamos alguns paralelos interessantes e ressignificamos outros conceitos para demonstrar como seria a alegoria se seguisse a verdade revelada nas Escrituras.

As sombras. A alegoria começa com prisioneiros algemados e acorrentados numa caverna, forçados desde a infância a entenderem o seu mundo a partir de sombras lançadas contra a parede da caverna. Sem possiblidade de olhar para trás, não entendem a natureza das sombras e acabam concluindo que as sombras são, de fato, a verdade. Leia Rm 1.18-23. Como os prisioneiros da caverna nos lembram da nossa situação antes de Cristo, quando estávamos mortos em nossas transgressões e pecados (Ef 2.1, 2)?

As figuras incompletas. Platão descreve um prisioneiro que se liberta e descobre que há uma passarela onde pessoas passam segurando objetos: vasos, estátuas, etc. Entende, então, que a “realidade” que ele aceitava nada mais era do que as sombras desses objetos. Descobre que os objetos, embora mais concretos do que as sombras, ainda não são a realidade completa. Leia Is 44.10-20 novamente. Como as figuras incompletas nos lembram da situação da idolatria descrita neste texto?

A luz artificial. O prisioneiro percebe que as sombras são criadas à luz de um fogo que a princípio o cega. Representa uma luz que lembra o sol, mas não é o próprio sol. Leia Atos 17.10-11. O que os bereanos fizeram com as informações que receberam? A qual “luz” compararam a mensagem dos apóstolos para ver se era verdadeira? Que lição há para nós nisso?

As verdades divinas. Platão falava das “formas verdadeiras”, mas nós atribuímos outra explicação. Esse nível é o âmbito das verdades e dos princípios eternos. É aqui que conhecemos a definição do amor, da submissão, do casamento e assim por diante. Como podemos conhecer essas verdades? Quem é “o caminho, a verdade e a vida”?

Deus, a verdadeira luz. Na visão de Platão o sol representava o Bem, uma força impessoal. Mas a Bíblia tem outra proposta: um Deus pessoal que criou seres humanos para viverem em relacionamento como Ele próprio vive na trindade. Leia Rm 11.36. Como a verdade que tudo é dEle, por Ele e para Ele impacta a sua vida? Há alguma área da sua existência que está fora dessa descrição? Há alguma área que você trata como se estivesse?

O motivo da nossa mensagem desta semana foi de entender o núcleo familiar—o relacionamento conjugal—dentro deste contexto da mensagem cósmica de Efésios. Para nossa tarefa prática, vamos pegar os cinco elementos da alegoria que estudamos e aplicar diretamente aos nossos casamentos. [Para as pessoas solteiras, separadas e viúvas: pense em como estas verdades devem influenciar os seus relacionamentos, mesmo que não tenham um cônjuge atualmente.]

As sombras. Muitas vezes é difícil reconhecer as “sombras” que aceitamos como verdades. Ore e peça a Deus pela sabedoria para discernir entre a Sua verdade e as mentiras que o mundo oferece. Ao navegar a sua rotina diária, tente reparar e alistar numa folha as definições que pessoas e mídias oferecem de “casamento”, “amor”, “submissão” e até mesmo “homem” e “mulher”. Consulte a Bíblia (por exemplo, Gn 1 e 2, Ef 5) e tente entender qual dessas definições (sombras ou luz) mais influencia a sua vida e o seu casamento.

As figuras incompletas. As figuras são representações mais concretas do que as sombras. Que relacionamentos você está usando para nortear o seu casamento? O casamento dos seus pais? De amigos? Das pessoas na TV ou no cinema? Até mesmo casamentos bons são figuras incompletas do casamento verdadeiro entre Jesus e Sua noiva. Como você procura imitar o padrão verdadeiro?

A luz artificial. Desde o Éden sabemos que até uma pequena alteração da verdade é uma mentira. Os seus conceitos de relacionamento conjugal, tanto o relacional como o sexual, estão sendo iluminados pela verdadeira luz, ou alguma forma mais fraca, talvez contaminada? Como você pode discernir a diferença? Está informando seu casamento pela fonte da verdade revelada por Deus, a Bíblia?

As verdades divinas. O que é o amor? A submissão? O casamento? Entende as verdades divinas, da forma que elas existem na pessoa de Deus? Conhece bem a pessoa de Jesus Cristo e a natureza da Sua noiva? Você está cooperando com o Seu plano de apresentá-la a Si mesmo, “gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5.27)? Como? Ou por que não?

Deus, a verdadeira luz. Seu casamento realmente reconhece a soberania de Deus? Reconhece o Seu projeto para o relacionamento? Que mudanças seriam necessárias para nortear o seu casamento pela verdade bíblica para refletir a beleza e a grandeza do casamento do Senhor e Sua noiva?

Dia 1

Efésios 1

Dia 2

Efésios 2

Dia 3

Efésios 3

Dia 4

Efésios 4

Dia 5

Efésios 5

Dia 6

Efésios 6

Dia 7

Gênesis 2.1-25

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