Mordomos da Autoridade

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Mateus 16.13-20; 18.15-20; 28.18-20

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Neste domingo continuamos a minissérie “Vivendo a Mordomia”, onde focamos em quatro princípios do texto de Lc 16.10-13: fidelidade nas coisas pequenas, fidelidade com o dinheiro, fidelidade com o que pertence aos outros e fidelidade a Deus. Na mensagem desse domingo abordamos três textos de Mateus para falarmos da mordomia da autoridade de Deus dada à igreja de Jesus Cristo.

Em cada um destes textos podemos ver Jesus confiando à Sua igreja a autoridade de representar o reino dos céus na terra. Em Mt 16.13-20, observamos que a igreja é despenseira da autoridade de Cristo. Quando Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Jesus declarou que Ele construiria a Sua igreja nessa “pedra”. Muitos estudiosos têm discutido se a “pedra” falava de Pedro ou da sua confissão, mas há uma maneira mais equilibrada de enxergar essa afirmação: Jesus construiu e continua construindo a Sua igreja sobre aqueles que confessam Seu nome (os confessores) e a sua declaração de fé (a confissão); ambos são essenciais. Importante também é que Ele deu à Sua igreja a autoridade de representá-Lo na terra (as “chaves do reino dos céus”).

No segundo texto (Mt 18.15-20), vimos que Jesus fez a igreja despenseira da supervisão dos cidadãos do reino. O contexto imediato do texto é o procedimento que o cristão deve observar com aqueles confessores que se recusam a caminhar de uma forma coerente com a sua confissão. Usando os mesmos termos de autoridade que o texto anterior, Jesus declara que à igreja (dois  ou mais que se reúnem em Seu nome) é dada a autoridade do reino para afirmar e supervisionar a confissão do confessor. No caso de um confessor não arrependido, ela tem autoridade para declará-lo como pagão, removendo-o da comunhão.

Por fim, vimos em Mt 28.18-20 que a igreja é despenseira da mensagem do Evangelho do reino. Embora não fale diretamente da igreja nesse texto, vemos todos os elementos presentes, especialmente quando visto no contexto todo do evangelho de Mateus: os discípulos (confessores), pregando a mensagem do Evangelho para fazer mais discípulos, batizando-os (um ato de confissão, supervisionado pelo ajuntamento de confessores, a igreja) e ensinando-os (o discipulado supervisionado pela igreja).

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No final da mensagem, vimos uma metáfora oferecida pelo pastor e autor Jonathan Leeman (9Marcas) que ajuda bastante a entender a essência real da igreja: ele descreve cada igreja local como uma embaixada do reino de Deus na terra. Como a embaixada, ela representa o Rei e o Seu reino em território estrangeiro. Como vimos nos primeiros dois textos, ela tem autoridade de reconhecer a cidadania daqueles que se dizem cidadãos do reino. Ela também tem autoridade para declarar o confessor como não cristão. Importante: essa declaração não é o mesmo que retirar sua salvação; é declarar que o testemunho (ações e palavras) não são coerentes com um verdadeiro cidadão do reino. Por isso se torna essencial saber o que constitui uma igreja local e participar dela com toda seriedade.

Mas o que é uma igreja, afinal? Hoje há tantas mensagens confusas e contraditórias, algumas que até minimizam a importância de ser membro de uma igreja local específica. Estudamos a definição de Leeman:

Uma igreja local é um grupo de cristãos que se reúnem regularmente em nome de Cristo para confirmar e supervisionar legitimamente a participação uns dos outros em Jesus Cristo e em Seu reino, mediante a pregação do evangelho e a prática de suas ordenanças” . O autor alista os elementos importantes dessa definição:

  1. um grupo de Cristãos;
  2. um ajuntamento regular;
  3. um exercício regular da congregação inteira de afirmação e supervisão;
  4. o propósito de representar, de forma oficial, Cristo e Seu reinado na terra—reúnem em Seu nome;
  5. e o uso da pregação e as ordenanças para esses fins (p. 68*).

É esta igreja que tem autoridade dada por Deus para representá-Lo na terra! Você é membro de uma igreja que se encaixa nessa definição? Mas o que é um membro, afinal? Se há confusão sobre igreja, o ser membro é mais confuso ainda. Novamente, apelamos ao Leeman:

A membresia da igreja é uma relação formal entre a igreja e um cristão, caracterizada pela a confirmação e supervisão do discipulado do cristão por parte da igreja e pela submissão do cristão para viver seu discipulado sob os cuidados da igreja”. Novamente, o autor esclarece as partes essenciais:

  1. O corpo da igreja afirma formalmente a credibilidade da profissão de fé e do batismo do indivíduo;
  2. [a igreja] promete dar supervisão ao discipulado daquele indivíduo;
  3. e o indivíduo formalmente submete o seu discipulado ao serviço e à autoridade desse corpo e a seus líderes (p. 70*).

*As duas definições vêm das páginas indicadas do livro “”Membresia na Igreja: Como o Mundo Sabe Quem Representa Jesus”, Ed. Vida Nova.

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A pergunta básica que precisamos responder é a mesma que Jesus fez aos Seus discípulos: “Quem vocês dizem que eu sou?” (Mt 16.15). Jesus disse que aquele que O confessa e a sua confissão formam a base para representá-Lo e o Seu reino aqui na terra. Mas não é uma autoridade individual; não existem agentes livres do reino. Ele deu a autoridade a Sua igreja, o ajuntamento desses confessores, que afirmam e supervisionam mutuamente a sua confissão. Quem representa Jesus para o mundo? Quem constitui uma embaixada do reino em território estrangeiro? Somente a igreja local.

Dupla Cidadania. Você já considerou que, além de ser brasileiro, você é cidadão do reino governado por Deus? Quanto isso influencia a sua vida diária? Pense em todas as responsabilidades (talvez você enxergue como obrigações) e os privilégios (talvez você pense neles como “direitos”) que você tem por ser um cidadão brasileiro. Já considerou que você tem responsabilidades e privilégios por ser cidadão do reino de Deus? Você enxerga como essa visão vai muito além de comparecer ou não para algumas reuniões semanais? Muito além de simplesmente declarar cidadania (“sou cristão”)? Muito além de identificar-se como ovelha de um pastor humano? Que importância você dá a essa cidadania?

Nome, CPF, RG, comprovante de residência… Quando nós fazemos transações no Brasil, somos constantemente obrigados a provar a situação da nossa cidadania diante das empresas e órgãos oficiais. Quando saímos do país, o passaporte é essencial para provar que o nosso governo nos reconhece e nos permite voltar para nosso país. Que documentos você tem como credenciais da sua cidadania do reino? Ou seja, como você pode provar que representa Jesus? Como pode ter certeza da credibilidade dos outros que se dizem cidadãos do reino? Mt 18.15-20 deixa claro que esta responsabilidade de afirmar e supervisionar cidadãos não pertence ao indivíduo, mas à igreja! Você participa da igreja de tal forma que você possa afirmar a cidadania dos outros e que eles possam afirmar a sua? Será que é possível viver fora dessa mutualidade e ainda cumprir esse propósito essencial da igreja? Será que é possível cumprir esse propósito somente com o conceito universal da igreja, e sem o ajuntamento local?

Convite à Cidadania. Os cidadãos do reino têm uma comissão do Rei de fazer discípulos, de trazer mais cidadãos para o reino. O processo de entrada é pela graça, mediante a fé, e nossa parte é declarar as boas novas do Evangelho para que pessoas possam confessar o Cristo. Como você está participando ativamente desta responsabilidade importantíssima como membro da embaixada local do reino de Deus?

Esta semana o guia está abarrotado de informações, e mesmo assim estão bem resumidas. Sugerimos a leitura do livro de Jonathan Leeman, “A Igreja e a Surpreendente Ofensa do Amor de Deus”, da Ed. Fiel.

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Dia 1

Mateus 16.13-20

Dia 2

Mateus 18.15-20

Dia 3

Mateus 28.18-20

Dia 4

Hebreus 12.25-28

Dia 5

1 Pedro 2.1-17

Dia 6

Tito 3.1-8

Dia 7

Romanos 13.1-7

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