O Coração da Mordomia

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Mateus 6.19-24

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Neste domingo continuamos a minissérie “Vivendo a Mordomia”, onde focamos em quatro princípios do texto de Lc 16.10-13: fidelidade nas coisas pequenas, fidelidade com o dinheiro, fidelidade com o que pertence aos outros e fidelidade a Deus. Na mensagem desse domingo abordamos a fidelidade com o dinheiro a partir do texto de Mt 6.19-24.

Nesse texto, que faz parte do Sermão do Monte, Jesus dá dois mandamentos importantes acerca do “tesouro”, ou aquilo que valorizamos em nossa vida. O primeiro mandamento é negativo. Jesus ordena que não devemos acumular riquezas terrenas, objetos preciosos que os homens tendem a valorizar, estocar, e ver como algo a ser desejado, algo que os fará felizes. Sabemos que Ele estava falando de coisas concretas, pois falou de duas qualidades dessas riquezas: elas são temporárias, sofrem a ação do tempo, da corrupção, da ferrugem; elas também são inseguras, pois podem ser roubadas. Por outro lado, Ele diz que devemos acumular riquezas celestiais. Essas riquezas são incorruptíveis, e estão seguras com Deus. Obviamente, não falava de objetos físicos, portanto estava se referindo às atitudes e ações que Deus valoriza, não dinheiro, etc. que o homem valoriza. Concluímos que a mordomia bíblica trabalha com valores bem diferentes dos valores do mundo, e estes valores não vêm pela obediência aos mandamentos. De fato, a obediência vem de um coração transformado por Deus pela fé em Jesus Cristo. Jesus afirma isso nitidamente quando disse, “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (v. 21). Modificamos aquela frase conhecida de Mt 12.34 para dizer “o bolso revela do que está cheio o coração”.

Por que nós ainda vemos cristãos com valores e prioridade financeiros diferentes daqueles prescritos na Bíblia? Jesus explica nos versículos 22-24. Primeiro, há um problema de visão. Se nossos olhos não forem iluminados pela Palavra de Deus, nós não teremos filtro, e permitiremos toda espécie de mentira entrar em nossa vida. O segundo problema é de senhorio. Como vimos em Lc 16, não há como dividir a nossa atenção entre o amor por Deus e o amor pelo dinheiro. Como vimos em Is 44, não há área cinzenta entre a verdadeira adoração que leva à mordomia e a idolatria. O que nós entesouramos apontará para o verdadeiro senhor do nosso coração.

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Temos que ter muito cuidado ao tratarmos dessa área de finanças. É muito fácil fazer afirmações como, “Sei que a Bíblia diz isso, mas viver isso é impossível nos dias de hoje” ou “O padrão bíblico é surreal ou radical demais, não dá para pôr em prática”. Essas colocações podem ser inocentes, mas revelam uma grande falta de fé. Insinuam que Deus é mentiroso (pois questiona a Sua soberania e sabedoria) ou que Ele é fraco (pois indica que um Deus Todo-Poderoso não é mais forte do que o mundo). São pensamentos de escravos que não veem saída da escravidão. Outros, achando que estão agindo “pela fé”, violam princípios bíblicos, comprometendo recursos antes de Deus suprí-las. A ordem correta dos passos a serem tomados é 1) ouvir as afirmações de Deus; 2) crer no que Ele diz; e 3) obedecer pela fé a partir do que Ele diz. Estudamos o que Jesus afirmou sobre riquezas em Mt 6.19-24: e agora, você vai responder em fé ou vai questionar a Sua Palavra? Eis a questão.

Como podemos “acumular tesouros no céu”? Como podemos viver princípios bíblicos sobre dinheiro enquanto vivemos num mundo cuja perspectiva é tão diferente?

Coração transformado. A Bíblia em nenhum lugar despreza as riquezas, mas também certamente não as promove. Os valores de Deus são outros; Ele vê e examina os corações; Ele julga as nossas motivações. A verdadeira mordomia—o cuidado do muito ou o pouco que Ele lhe dá—começa com o um coração transformado por Deus, mediante sua fé em Jesus. Cristão, você está permitindo que Deus molde o seu coração para que direcione os seus desejos e anseios para a Sua vontade? Você ama as coisas do mundo, a cobiça da carne, a cobiça dos olhos ou ostentação de bens, ou ama a Deus?

Fé viva e ativa. Certamente será impossível viver os princípios de Deus se sua fé está morta. Tg 2.14-26 deixa bem claro que fé que não corresponde a ação é inútil. Você crê nos princípios bíblicos da mordomia e do dinheiro? Como está colocando-os em prática?

Obras estimuladoras. Acumular riquezas no céu não é um hábito natural para nós, é algo que precisamos cultivar até que se torne hábito. Que práticas e hábitos você está conscientemente criando para elevar os seus pensamentos para Deus e os valores e princípios dEle?

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Para nossa aplicação prática, vamos usar uma ilustração que talvez não venha a mente automaticamente quando pensamos de riquezas terrenas versus riquezas celestiais:

Riquezas Terrenas: o corpo físico.

Quantas vezes por dia você se alimenta? Você só come quando tem fome? As refeições saciam a sua fome por quanto tempo?

Você já fez regime? Ou seja, já deixou de comer alguma coisa para perder peso, ou porque entendeu que não era saudável? Já teve que tirar algum alimento da sua dieta permanentemente? Já acrescentou saladas ou outras comidas saudáveis à sua dieta? Os efeitos dessas alterações foram permanentes?

Você já fez exercícios? Frequenta alguma academia ou pratica alguma atividade de exercício regular? É algo que sempre fez ou começou porque o médico indicou por motivo de saúde? Você gosta de fazer ou é um grande esforço ter ânimo para fazer?

Que cuidados você tem com a sua aparência? O mundo hoje oferece uma grande variedade de procedimentos estéticos, do mais simples (cortes de cabelo, manicure, pedicure) aos mais complicados (cirurgias plásticas, etc.), para homens e mulheres. Quanto você gasta por mês na sua aparência? Sua felicidade e auto-estima estão atreladas à sua aparência?

Riquezas celestiais: o espírito eterno.

Quantas vezes por dia você se alimenta espiritualmente? Você tem hábitos que estimulam o seu conhecimento de Jesus pela Palavra? Você se alimenta por prazer ou necessidade?

Você já reeducou a sua vida espiritual? Já se despiu de algum hábito pecaminoso; deixou de fazer algo porque entendeu que era errado? Já revestiu-se do novo homem, conscientemente praticando algo até que se tornasse hábito?

Você exercita a sua fé? Toda circunstância da vida, especialmente as situações difíceis, são momentos que podemos usar para praticar a fé e crescer? Você cuida da saúde espiritual tão bem quanto a saúde física?

Que cuidados você tem com a Sua imagem? Para o cristão, a imagem importante não é a pessoa física, mas imagem de Deus em nós que está se transformando em Cristo, pela ação do Espírito Santo. Tem permitido que Ele o molde à Sua imagem?

Se temos tanto cuidado com o nosso corpo físico, que não durará para sempre, quanto mais deveríamos ter do nosso espírito eterno? Da mesma forma, os nossos investimentos financeiros devem refletir um coração que tem seu tesouro em regiões celestiais, não na coisas corruptíveis desta vida.

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Dia 1

Mateus 5

Dia 2

Mateus 6

Dia 3

Mateus 7

Dia 4

Colossenses 3.1-17

Dia 5

Lucas 12.13-34

Dia 6

Lucas 6

Dia 7

1 Timóteo 4.7-13

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