sã doutrina. sem enrolação.

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Sem Vergonha!

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Uma amiga nossa compartilhou um link hoje do noticiário norte-americano Fox News que fala a respeito de imagens pornográficas e ultraviolentas que andam aparecendo no Facebook. Várias pessoas relataram que ficaram envergonhadas ao acessarem a gigantesca rede social, pois tinha parentes por perto quando as imagens apareceram no seu computador. Este exemplo recente ressalta um problema maior na nossa cultura: a falta de vergonha. Os muros que serviam de barreira para proteger os inocentes da linguagem e do comportamento que outrora considerávamos inadequado para o público estão desmoronando. Em alguns lugares, estão caindo em ruínas por falta de cuidado; em outros, estão sendo demolidos por forças sociais—a garotada popular, as celebridades sem inibições, o preletor “iluminado”—destroçados e permitindo a entrada de toda espécie de mal nas situações que antes achávamos seguros.

Antigamente isto era uma coisa que falávamos sobre a TV ou o cinema. Desde o começo do entretenimento na telinha ou no telão, temos visto um declínio da moralidade e do discurso adequado. Profanidade, obscenidade, ódio, vingança, falta de perdão, e mentiras descaradas saturam o entretenimento de hoje. Sexo fora do casamento (o famoso “ficar”, a traição) é tão comum que pessoas se sentem envergonhadas por você quando você se diz contra isto. O comediante Jerry Seinfeld deu fama à expressão “não que tenha algo de errado com isto”, referindo-se ao homossexualismo, mas agora a frase poderia ser o lema da nossa geração em relação a quase tudo. Sei que existe uma solução simples para estas formas de entretenimento—não assisti-las. Infelizmente, como já disse, não é só na mídia que estas barreiras estão desmoronando.

Há alguns anos, estava no aeroporto de uma cidade norte-americana, e escutei, pasmo, a conversa de duas mulheres já adultas (na casa dos quarentas). Uma delas, sem piscar, usou quase todos os palavrões principais do inglês em apenas algumas frases, e outra, sem piscar, aceitou. E ela não estava nervosa! Aparentemente, é assim mesmo que ela falava! E aqui no Brasil, não sei quantas vezes participei de conversas, até com irmãos em Cristo, onde soltou-se um palavrão ou outro naqueles momentos de alta animação. (Dos termos “pô” e “putz”, nem se fala—é comum ouvir isto na conversa de jovens e adultos.) Seja nos Estados Unidos, ou aqui no Brasil, vemos mais e mais exemplos de pessoas que permitem estas formas de discurso e de comportamento em situações sociais que antes eram seguras. É alarmante ver o que as pessoas colocam no Facebook ou no Orkut, tanto nos posts da sua página como os links para outro conteúdo. Pessoas estão publicando coisas que outrora se sentiriam envergonhados de até pensar. E não há censura que nos proteja das pessoas com quem nos deparamos no cotidiano.

Deus perguntou do seu povo o seguinte: “Ficarão eles envergonhados da sua conduta detestável? Não, eles não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar” (Jr 6.15; 8.15). No contexto, Deus estava falando de outro pecado, mas o que é poderoso sobre este versículo é a ideia que estas pessoas estavam fazendo algo “detestável” a Deus, e mesmo assim não ficaram envergonhados, e nem ao menos sabiam corar! Completamente sem vergonha!

Será que a situação atual é diferente? Nós estamos expostos. Nossa consciência coletiva social está num beco, ferida e sangrando, se não estiver morta. E  estamos tão acostumados com isto que nem ao menos conseguimos corar. De fato, a vergonha sumiu do nosso meio.

Houve uma época na história humana na qual a falta de vergonha era uma coisa boa. Considere a falta de vergonha de Adão e Eva no Jardim do Éden. Eles estavam completamente—física e espiritualmente—nus; expostos, um diante do outro, e também diante de Deus, e eles “não sentiam vergonha” (Gn 2.25). Quando mudou tudo isto? No momento em que desobedeceram a Deus. Eles viram imediatamente que estavam nus, e se esforçaram para esconder a nudez, tanto um do outro (com roupas), como também de Deus (se escondendo) (Gn 3.6, 7, 10). A verdade é que, agora, na nossa condição atual de pecadores em um mundo amaldiçoado pelo pecado, só existem duas situações nas quais não sentiremos vergonha: quando não temos culpa, ou quando somos tolos o suficiente para não admitir a nossa culpa. Na primeira situação, não sentimos vergonha porque não temos feito nada de errado (Falo de não ter culpa de algum pecado individual específico, e não de pecado no sentido geral. Por exemplo, a pessoa que obedece o limite de velocidade não precisa frear quando vir o radar.) Na segunda situação, simplesmente não nos interessa. É uma tolice, pois agimos como o tolo, que não reconhece a existência de Deus, e portanto não admite que exista alguém a quem deve prestar contas (Sl 14.1).

Vejam só que interessante: Deus, de fato, nos chama para não termos vergonha! É sério—Ele quer que falemos sem vergonha do Seu evangelho (Rm 3.16); que acreditemos nEle sem vergonha (Rm 10.11); que soframos por Ele sem vergonha (1 Pe 4.16); e que acreditemos e esperemos sem vergonha pela volta de Cristo (1 Jo 2.28)! Naturalmente, isto é o primeiro tipo de falta de vergonha—o tipo que procede da falta de culpa. E é necessário acrescentar que esta falta de culpa só vem por meio de Jesus Cristo; somos incapazes de alcançá-la sozinhos. Esta falta de vergonha para qual Deus nos chama não ignora os princípios de Deus, mas as defende! O Seu constante chamado para a santidade, como o Seu plano para oferecer a santidade aos ímpios por meio da fé em Jesus Cristo, é a Sua maneira de nos dar uma vida sem vergonha.

Você se espanta com a falta de vergonha da nossa geração? Então está na hora de responder com uma falta de vergonha santa! Acredite em Deus e Jesus Cristo sem vergonha, espere por Sua volta sem vergonha, proclame Sua mensagem sem vergonha, e até sofra sem vergonha a perseguição daqueles que não aceitam Sua mensagem!

Afinal de contas, esta é a mensagem de Cristo: que, por meio dEle, podemos ser transformados da sem-vergonhice do pecado para a obediência sem vergonha diante de Deus.

“Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês.Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação…” (Cl 1:21–22)

Maridos Perseguindo a Excelência

Como alguns sabem, eu morei vários anos nos estados unidos. Quando voltei para o Brasil, fiquei feliz em ver que muitos livros excelentes haviam sido, ou estavam sendo, traduzidos para o português, por editoras como a Fiel, NUTRA, Hagnos, entre outras. Fiquei decepcionado, no entanto, ao procurar entre os livros traduzidos qualquer material para maridos. Conhecia dois livros, “The Exemplary Husband” (O Marido Exemplar) de Stuart Scott, e “The Complete Husband” (O Marido Completo) de Lou Priolo, e ambos continuavam sem tradução. Não tinha ideia naquela época que eu estaria traduzindo livros futuramente. Foi pouco depois que eu conheci Pr. Jayro da editora NUTRA, e comentei que gostaria de ver estes dois livros em português. Como poderia saber que ele responderia (falando do livro do Lou Priolo), “Nós temos os direitos para publicar este livro”? Como poderia saber que algum tempo depois ele ofereceria para mim este projeto para tradução?

Em agosto do ano passado, eu contei como conheci o Lou Priolo durante uma das suas viagens ao Brasil. Falei da série de encontros desde de 2008 que levaram àquele ponto. Eu não sabia que quando conheci Pr. Jayro num elevador em St. Louis, nos EUA, em 2008, Deus me levaria por uma série de passos que chegariam ao ponto de traduzir este livro que queria tanto ver em português. Mas é o que aconteceu.

Na semana passada, a editora NUTRA lançou “Maridos Perseguindo a Excelência”, a tradução do “The Complete Husband” de Lou Priolo. Caro leitor, se você é um marido, esta leitura é obrigatória! Precisa estar nas estantes de qualquer pastor que queira ajudar os homens da sua igreja a serem maridos direcionados por Deus. Lamentei há cinco anos que este livro não existia em português. Hoje regozijo, pois, graças a Deus, está ao alcance do marido brasileiro! Que Ele operou para que eu participasse do lançamento deste livro na nossa língua é bênção sobre bênção. Espero que todos aproveitem bem as verdades que o Lou Priolo organiza tão bem no seu trabalho.

Cerimônias Perfeitas. Casamentos Imperfeitos.

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Eu adoro a linguística. Eu gosto da clareza que ela traz àquelas coisinhas inexplicáveis do uso cotidiano da linguagem. Mais eu gosto dela mais ainda quando nos ajuda a entender algo que não é relacionado à linguagem.

Considere as palavras perfeito e imperfeito.

No cotidiano, usamos “perfeito” para significar algo completo, inteiro, ou sem falhas; por outro lado, entendemos “imperfeito” como algo incompleto ou falho.

Mas na linguística, estas palavras explicam aspectos de tempo em certas situações. Conhecemos bem estes aspectos na língua portuguesa. O perfeito descreve uma ação completa. “Eu comi o bolo”. Já o imperfeito descreve uma ação contínua ou habitual. “Eu comia bolo”. Entendemos a ideia do hábito de comer bolo; uma coisa que aconteceu mais de uma vez.

Eu pensei destes aspectos da linguística quando li sobre a notícia mais recente que reflete a grave realidade do casamento moderno: no dia 31 de outubro, Kim Kardashian abriu o processo de divórcio contra o seu marido de apenas 72 dias, Kris Humphries.

O dia do seu casamento opulento e a brevidade do seu tempo de casados refletem uma tendência na cultura ocidental. Em agosto, a mídia só falava deste casamento, relatando os milhões (na faixa de $10-$20 milhões de dólares) que foram gastos para fazer um casamento “perfeito”. E não é só coisa de celebridade! Mais e mais, o custo do casamento está subindo no Brasil. E a experiência nos diz que não é apenas que os preços das coisas que os noivos precisam estão subindo, mas que o número de coisas que as pessoas querem para fazer o casamento “perfeito” está aumentando.

Sem perceber, os casais estão vendo o casamento como se fosse algo vivido no aspecto perfeito—como se a cerimônia, um evento que acontece e se completa em um determinado dia, fosse tão importante quanto o casamento, a união que deveria perdurar, e que só se completa no final de uma vida juntos. Existe um ditado popular em inglês que diz, “as bodas não fazem um casamento”. Ou seja, o casamento é mais do que uma cerimônia.

Enquanto o número de cerimônias “perfeitas” aumenta, também cresce o número de casamentos breves e “imperfeitos” (falidos). O número das separações e dos divórcios continua crescendo a cada ano. Sabemos por experiência pessoal, que muitos casamentos a nossa volta acabam em separação e divórcio.

Precisamos, desesperadamente, fugir da ideia da “perfeição” em relação ao casamento. Você não terá o namoro “perfeito”, nem achará o cônjuge “perfeito”, nem poderá ter a cerimônia “perfeita”, e certamente não terá um casamento “perfeito”. Todas estas ideias são fruto da propaganda de um mundo menos que perfeito que produz casamentos dos contos de fada que terminam em desastre (se lembra da princesa Diana?).

Isto não significa que não podemos ter um namoro abençoado, um cônjuge abençoado, uma cerimônia abençoada, e um casamento abençoado. Quanto mais cedo nós entendermos que vivemos num mundo imperfeito e pecaminoso, mais cedo reconheceremos que a nossa única esperança de alcançar companheirismo, amor, e intimidade duradoura dentro do casamento será em viver as nossas vidas imperfeitas em casamentos imperfeitos (contínuos, constantes), enquanto lutamos para trazer ao centro das nossas vidas a única perfeição que conhecemos—Jesus Cristo.

Enquanto a sociedade se empenha para ter cerimônias “perfeitas” e continua produzindo casamentos “imperfeitos”, a tendência bíblica é de lutar por cerimônias no aspecto perfeito, e viver a perfeição de Cristo por meio dos nossos casamentos imperfeitos.

Sentindo o Impacto

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As más notícias chegam depressa.

Quase no mesmo momento que a costa leste estadunidense sentiu o impacto do terremoto do dia 24 (agosto 2011), outros já estavam lendo sobre ele, e não necessariamente pelos canais de notícias. Em meio às coisas normais que pessoas fazem nessas ocasiões—procurar abrigo, procurar membros da família, entrar em pânico—muitos acharam tempo para atualizar o seu perfil no Facebook ou no Twitter para dar ao resto do mundo um relato de último instante do que estava acontecendo.

Hoje em dia, qualquer notícia chega depressa. Das coisas importantes às coisas mais corriqueiras, milhões de pessoas tem acrescentado à sua rotina o conceito de botar a boca no trombone virtual, anunciando qualquer coisa que estiver acontecendo. Me lembra um tirinha de Calvin e Haroldo, na qual o Calvin anuncia as suas atividades aos berros enquanto passa pela casa.

Bem parecido, não?

Mas voltando ao terremoto…

Eu estive num terremoto certa vez, em 1995, quando visitava amigos na Costa Rica. Nem lembro quanto mediu na escala Richter, mas não foi pouca coisa. Os danos foram poucos, mas era o assunto de todos na igreja naquela noite. Mesmo quando bombardeados pelas coisas corriqueiras o dia todo, quando algo GRANDE acontece, nós queremos falar para as outras pessoas. Bom ou ruim, nós o compartilhamos, e se ouvirmos falar de algo GRANDE, passamos a notícia adiante. Twitter é apenas uma voz digital para algo que nós humanos já fazemos há séculos.

A grande pergunta é esta: de todas as coisas que já aconteceram com você, ou que estão acontecendo agora, ou que ainda acontecerão, há algo MAIOR do que o impacto que Deus tem na sua vida? Há algo PIOR do que a nossa condição pecadora, ou algo MAIOR que o Seu amor, ou algo MAIS INCRÍVEL que o sacrifício de Jesus em nosso lugar?

Se você já sentiu o impacto de conhecer e ser conhecido pelo Criador do Universo por um relacionamento pessoal com Seu Filho, Jesus Cristo, há algo mais digno de ser anunciado?

As más notícias chegam depressa.

As Boas Novas precisam chegar ainda mais depressa.

Quando Deus Faz Uma Lista…

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Geralmente nós fazemos listas para esboçar o que é importante, seja para nós mesmos, ou para outra pessoa. Fazemos listas de compras para ter um resumo daquilo que precisamos comprar; professores fazem listas de materiais necessários para os alunos; patrões fazem listas de regulamentos para o trabalho a ser feito. Enfim, fazemos listas para resumir o que é importante.

Imagine se Deus fizer a lista, então. Quando Deus faz uma lista, é porque Ele está nos dando, em forma resumida, o que Ele quer que façamos (ou não façamos). Quando você acha uma lista na Bíblia, é Deus falando, “Olha, só para você não ter dúvida do que estou falando, você resumir para você”. Abaixo nós temos algumas listas importantes da Bíblia que podem nos ajudar a avaliar se nossas prioridades se enquadram nas prioridades de Deus. As listas estão na ordem que se encontram na Bíblia.

Os Deis Mandamentos (Êxodo 20.1-19; Deuteronômio 5.6-21). Só porque estamos sob a graça, não significa que esta lista foi anulada. Jesus veio e cumpriu esta lei, e até aumentou o grau da nossa obediência (leia Mt 5.21-29 se tiver alguma dúvida sobre isto). O importante é lembrar que a obediência à lei não nos salva; nós somos salvos para poder obedecê-la.

  1. Eu Sou o SENHOR, o teu Deus. Não terás outros deuses além de mim.
  2. Não farás para ti nenhum ídolo
  3. Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus
  4. Lembra-te do sábado, para santificá-lo
  5. Honra teu pai e tua mãe
  6. Não matarás
  7. Não adulterarás
  8. Não furtarás
  9. Não darás falso testemunho contra o teu próximo
  10. Não cobiçarás (a mulher do teu próximo, e nada o que pertença a teu próximo)

As Coisas que Deus Odeia (Provérbios 6.16-19). Para Deus, que é a definição da perfeição e santidade, todo pecado é abominável. Mas Deus resolveu incluir, no livro de Provérbios, uma lista das coisas que Ele mais odeia. É interessante ver os conceitos ligados às partes do corpo (olhos, pés, mãos, etc.) e também que a falsidade é mencionada duas vezes. Em cada caso, o pecado é representado por algo ou alguém. Deus odeia:

  1. O orgulho (olhos altivos)
  2. A falsidade (língua mentirosa)
  3. A violência contra os inocentes (mãos que derramam sangue inocente)
  4. A perversidade (coração que traça planos perversos)
  5. A propensão à maldade (pés que se apressam para fazer o mal)
  6. A falsidade, neste caso no aspecto jurídico (a testemunha falsa que espalha mentiras)
  7. A discórdia (aquele que provoca discórdia entre irmãos)

Os Abençoados por Deus (Mateus 5.3-11; Lucas 6.20-22). Na verdade, a palavra “abençoado” ou “bem-aventurado” traduz uma palavra grega que significa “feliz” (leia mais sobre isto no post, “Pessoas Verdadeiramente Felizes“). No famoso sermão do monte, Jesus estava dizendo às pessoas que poderiam ser verdadeiramente felizes se adotassem as prioridades de Deus ao invés de experimentar a felicidade passageira das prioridades da sociedade.

  1. Aquele que é pobre, mas piedoso
  2. Aquele que é triste, mas esperançoso do conforto de Deus;
  3. Aquele que é manso;
  4. Aquele que tem fome e sede por justiça;
  5. Aquele que é misericordioso;
  6. Aquele que é puro de coração;
  7. Aquele que é um pacificador;
  8. Aquele que é perseguido e falsamente acusado por seguir a Deus.

A Lista Mais Resumida(Mateus 22.36–40; Marcos 12.29–31; Lucas 10.26–28) Jesus disse três coisas muito importantes sobre esta lista de mandamentos. Em Mateus Ele disse, “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (22.40). Em Marcos disse, “Não existe mandamento maior do que estes” (12.31). Em Lucas, falou àquele que perguntou como poderia ter a vida eterna, “Faça isso, e viverá” (10.28). A lista consiste em duas coisas, mas duas coisas MUITO, MUITO importantes:

  1. Amar a Deus (“de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”)
  2. Amar ao próximo (a princípio, este mandamento falava que deveríamos amar ao próximo “como a nós mesmos”; mas Jesus mudou o mandamento quando falou aos seus discípulos para amar “como Ele nos amou”; cf. João 13.34)

As Obras da Carne (Gálatas 5.19-21). Mais uma vez, temos uma lista de coisas que Deus não quer na nossa vida. Observe que esta lista é de “obras”, e é uma lista negativa. Isto é interessante porque muitas pessoa põem uma ênfase muito grande nas obras como o meio da salvação, e Deus é bem claro que elas não servem para isto (Ef. 2.8, 9). Outra coisa é que uma obra é uma ação, produto da nossa volição; em outras palavras, queremos fazer, portanto fazemos. Isto entrará em contraste com “os frutos” da próxima lista, pois “fruto” é um resultado espontâneo e natural. Os frutos produzem obras boas, sim, mas a simples presença do Espírito Santo produz fruto na nossa vida. (Há algumas divisões temáticas naturais na lista, portanto estão separados para destacar estes temas.)

Relacionamentos carnais

  1. imoralidade sexual
  2. impureza
  3. libertinagem

Relacionamento com Deus

  1. idolatria
  2. feitiçaria

Relacionamento com os outros

  1. ódio
  2. discórdia
  3. ciúmes
  4. ira
  5. egoísmo
  6. dissensões
  7. facções
  8. inveja

Excessos

  1. embriaguez
  2. orgias
  3. e coisas semelhantes

O Fruto do Espírito (Gálatas 5.22, 23). Como vimos na lista anterior, em contraste às “obras da carne”, Paulo fala do fruto do Espírito. Estas coisas não são apenas agradáveis a Deus, mas são marcas da pessoa verdadeiramente salva (na qual o Espírito habita). A ausência prolongada e constante destas coisas pode muito bem indicar alguém que não conhece a Cristo verdadeiramente.

  1. amor
  2. alegria
  3. paz
  4. paciência
  5. amabilidade
  6. bondade
  7. fidelidade
  8. mansidão
  9. domínio próprio

Se pensarmos bem sobre estas listas de Deus, nós teremos uma boa ideia das prioridades dEle para as nossas vidas.

Pessoas Verdadeiramente Felizes

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Muitas pessoas querem a felicidade. A sociedade fala de muitas maneiras que você pode ser verdadeiramente feliz, muitas vezes por meio de mensagens conflitantes. Para ver um exemplo disto, basta examinar quantas mensagens lemos ou ouvimos que falam de fazer o que é bom para você; você é a chave da sua própria felicidade; as coisas devem ser da maneira que você quer, no seu tempo, e outras mensagens igualmente individualistas (egoístas); ao mesmo tempo nós lemos e ouvimos o quanto precisamos um do outro para a vida realmente funcionar. Podemos ver traços do princípio mais básico da interação “eu com o meu próximo”: “Faça aos outros o que quer que façam com você” — a regra de ouro — e mesmo assim o princípio parece ter um lado egoísta, e acaba parecendo mais: “Faça tudo que for necessário para ser feliz; e ah, se você por acaso fizer algo bom para alguém — parabéns!”

A Bíblia, de fato, tem algumas formulas bastante claras para obter a felicidade. Em algumas versões, elas ficam um pouco escondidas pelas palavras usadas na tradução. A palavra hebraica ‘esher, e a palavra grega makarios ambas contêm a mesma ideia: a felicidade. Já que muitas vezes elas falam da felicidade que vem como resultado do favor de Deus, geralmente são traduzidas como “abençoado” ou “bem-aventurado.” Não estou dizendo que isto é incorreto; estou sugerindo que você leia “bem-aventurado” nestes contextos com um fator adicional: pense “felicidade”! Senão, você perderá esta nuance importante quando ler a palavra “bem-aventurado.” (Observação: nem todo “bem-aventurado” ou “abençoado”, ou suas variações em português, podem se lidos assim, pois estes termos traduzem outras palavras do hebraico e grego também. Refiro-me especificamente às duas palavras acima, ambas traduzidas “bem-aventurado” nos exemplos abaixo.)

Nos próximos exemplos, a palavra “bem-aventurado” poderia ser traduzida, “Ah, a felicidade daquele que…” ou “Como é excessivamente feliz aquele que…” O meu propósito não é mudar as palavras que você lê, mas adicionar o fator da “felicidade” sugerido nestes versículos. Deus está dizendo, “Eis o que vocês podem fazer para serem pessoas verdadeiramente felizes!” Considere: Deus não só nos criou, como também criou a capacidade de experimentar e sentir a felicidade. Isto faz dEle uma autoridade no assunto, então vale a pena parar e ouvir o que Ele tem a dizer.

Deus diz que há felicidade para a pessoa:

  • Que não associa-se ou ouve pessoas ímpias, mas que deleita-se constantemente na Palavra de Deus. (Sl 1.1, 2)
  • Que não oculta pecados pessoais, e experimenta o perdão de Deus. (Sl 32.1, 2)
  • Que faz parte do povo escolhido de Deus. (Este versículo fala especificamente de Israel, mas sabemos que cristãos do Novo Testamento também tem uma posição semelhante como “povo escolhido”; cf. 1 Pe 2.9). (Sl 33.12)
  • Que experimenta Deus e encontra abrigo nEle. (Sl 34.8)
  • Que confia em Deus e não procura ajuda entre os ímpios. (Sl 40.4)
  • Que cuida das necessidades dos pobres (inclui uma promessa de livramento na hora da tribulação). (Sl 41.1)
  • Que é escolhido por Deus, e permitido viver na Sua presença. (Sl 65.4)
  • Que se fortalece em Deus, e deseja estar na na Sua presença. (Sl 84.5)
  • Que confia em Deus como soberano sobre todas as coisas. (Sl 84.12)
  • Que adora a Deus, experimentando o Seu favor (Sl 89.15)
  • Que deleita-se em obedecer a Deus (guardando os seus mandamentos). (Sl 112.1)
  • Que é um seguidor obediente e leal de Deus (guardando os seus mandamentos). (Sl 128.1)
  • Que escuta a sabedoria continuamente. (Pv 8.34)
  • Que vive as prioridades de Deus: que é pobre, mas piedoso; é triste, mas esperançoso do conforto de Deus; é manso; que tem fome e sede por justiça; é misericordioso; é puro de coração; é um pacificador; é perseguido e falsamente acusado por seguir a Deus. (Mt 5.3-11; Lc 6.20-22)
  • Que não é ofendido por causa de Jesus Cristo (no contexto, aquele que aceita a alegação de Jesus de ser o Messias). (Mt 11.6; Lc 7.23)
  • Que coloca o dar acima do receber. (At 20.35)
  • Cujos pecados são perdoados pela graça por meio da fé, e não das obras (cita Sl 32.1-2). (Rm 4.8)
  • Que persevera em todo tipo de tribulação (inclui uma promessa do galardão da coroa da vida). (Tg 1.12)
  • Que está alerta e pronto para a segunda vinda de Cristo. (Ap 16.15)
  • Que guarda as palavras profetizadas no livro de Apocalipse. (Ap 22.7)

Esta não é uma lista exaustiva, mas inclui a maioria das referências à felicidade. Se analisar quem Deus considera feliz, chegará a conclusão de que:

A pessoa verdadeiramente feliz
acredita em Deus (da Bíblia),
acredita e ama Sua Palavra,
acredita no Seu Filho,
confia na Sua provisão,
acredita na Sua salvação (e no Seu perdão),
obedece Seus mandamentos,
e vive as Suas prioridades.

Por mais resumida que seja esta lista, poderíamos resumir mais ainda. Se tomar um passo para trás e entender a inteireza da revelação de Deus ao homem, pode se dizer que a verdadeira felicidade vem de entender o seu lugar na existência que Deus criou para Sua glória. É por isto que Deus pôde resumir tudo que Ele diz ao homem em duas declarações simples:

Ame a Deus
Ame ao próximo

Faça isto, e você será verdadeiramente “bem-aventurado” — quer dizer, feliz.

 

“Onde Está Deus quando…?”

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É uma pergunta que ouvimos toda vez que há uma tragédia, não importa o tamanho. Pergunta-se quando milhares morrem, ou quando apenas um bebê não chega a tomar o primeiro fôlego da vida. Podem acompanhar as perguntas “Por quê, Deus?” ou “Como pode o Deus de amor deixar isto acontecer?” É um clamor do coração, uma pergunta desesperada por algo que nos norteie em meio à confusão da nossa tristeza. Para alguns, é um pergunta honesta que busca a Deus, e termina no conforto de Deus por meio de um entendimento da Sua palavra. Infelizmente, para muitos outros, é uma pergunta acusatória e que despreza a Deus, e termina no desespero que vem quando rejeitamos o Único que pode fazer sentido de qualquer parte da nossa existência.

No encalço de mais uma tragédia, pessoas estão fazendo esta pergunta, e outras semelhantes. E há uma resposta–uma resposta bíblica–para estas perguntas. Mas antes de falarmos sobre isto, considere como é realmente terrível a nossa situação:

Estatisticamente, nos dias desde 11 de março, 2011, mais pessoas morreram mundialmente do que o número mais alto previsto como resultado do terremoto que atingiu o Japão. De acordo com o CIA World Factbook (uma fonte de estatísticas mundiais da Agência Central de Inteligência dos EUA), em média, cerca de 150.000 pessoas morrem no mundo diariamente. Isto é, mais ou menos duas pessoas a cada segundo. Quando este artigo foi escrito, a previsão mais alta de mortes resultantes do terremoto e tsunami no Japão estava em torno de 10.000. Calcule o número de dias desde o terremoto do dia 11 de março e multiplique por 150.000, e então compare os resultados. Os números são estarrecedores.

Não entenda mal. O meu propósito aqui não é de minimizar a tragédia no Japão, mas sim de chegar a uma visão mais clara da tragédia global que acontece diariamente. Na minha vida já aconteceram muitas tragédias, com o número de mortos relativamente baixo nos acidentes aéreos e tragédias semelhantes, aos números mais altos em alguns ataques terroristas, aos números insanamente altos dos desastres naturais. E mesmo os números mais altos destes raramente chega à média diária de mortes mundiais de 150.000 pessoas.

A conexão entre estas estatísticas mórbidas e a pergunta original, onde está Deus quando tudo isto está acontecendo, é esta: nós tendemos a perguntar sobre o paradeiro de Deus quando um número inexplicavelmente alto de vidas são tiradas em um evento (e suas sequelas). A verdade é que, se entendêssemos a condição horrivelmente fatal que nós denominamos “vida”, nós perguntaríamos sobre Deus o tempo todo.

Deus não teme esta pergunta. De fato, Ele sabe que nós vamos fazê-la. Ele até já deu resposta.

Onde, então, estava Deus quando o terremoto atingiu o Japão?

A resposta mais básica é: onde Ele sempre esteve.

Eu sei que é um resposta simples, talvez até pareça banal, mas vou explicar mais.

Devemos entender, em primeiro lugar, um pouco de por que estas coisas ruins acontecem, antes de ver o que a Bíblia diz sobre o envolvimento de Deus em tudo isto. Os primeiros dois capítulos de Jó nos dão um resumo excelente das coisas ruins que podem acontecer com as pessoas. Em uma série de eventos, Jó perdeu:

  • quinhentas juntas de bois e quinhentos jumentos, que foram roubados pelos sabeus, que também mataram os seus servos (1.14, 15);
  • sete mil ovelhas e mais alguns servos, que foram consumidos pelo “fogo de Deus” que caiu dos céus (v. 16);
  • três mil camelos, que foram roubados pelos caldeus, que também mataram os seus servos (v. 17);
  • todos os seus filhos (dez ao todo), quando um “vento muito forte” destruiu a casa onde estavam (vv. 18, 19);
  • sua saúde (2.7, 8);
  • e o apoio de sua esposa (vv. 9, 10).

Em um piscar de olhos a vida de Jó foi transformada por uma série de eventos que eu considero a lista de “coisas ruins que podem acontecer comigo”:

As coisas que acontecem como resultado das ações pecaminosas dos homens. Já que todos somos pecadores, todos fazemos coisas pecaminosas (Rm 3.10, 23). Dos pequenos aborrecimentos à violência brutal, nós temos a capacidade de causar terrível sofrimento ao nosso próximo. Coisas que se encaixam nesta categoria seriam: abandono, abuso, qualquer tipo de violência (que inclui atos terroristas), bullying, intimidação, falando mal dos outros, e assim por diante. Sabeus e caldeus levando suas coisas seriam exemplos disto, como também uma esposa que conclui, “amaldiçoe Deus e morra”.

As coisas que acontecem como resultado da maldição do pecado no mundo natural. Quando Adão pecou, não foi só a humanidade que sofreu. Toda a natureza (criação) foi amaldiçoada também (Gn 3). O caos no clima e no mundo natural é resultado disto. Um distúrbio ainda maior aconteceu quando o mundo foi abalado por um dilúvio cataclísmico mundial, que veio como punição dos grandes atos pecaminosos (veja a primeira categoria acima) nos dias de Noé (Gn 6-9). Romanos 8.18-24 até explica como a criação sofre (Paulo descreve o sofrimento como dores do parto) por causa da maldição do pecado, como também espera ansiosamente pelo dia que será libertada da corrupção. Esta categoria inclui todos os desastres naturais como furacões, terremotos, e coisas semelhantes, como também doenças e defeitos congênitos que demonstram a maldição do pecado na ordem natural da criação em geral. Na história de Jó, vemos o vento forte (e possivelmente o “fogo de Deus”, dependendo exatamente do que se tratava) e a doença de Jó como este tipo de acontecimento.

As coisas que acontecem como resultado de ação sobrenatural. Nós não estamos sozinhos no mundo. Há um âmbito espiritual que pode, de forma muito real, afetar nossa existência diária. Deus mesmo escolhe, às vezes, interagir no mundo que Ele criou. O vemos nas Escrituras agindo miraculosamente: quando Ele altera a ordem natural daquilo que criou, i.e. opera contrário às leis que Ele mesmo estabeleceu. Pense sobre as pragas do Egito (Ex 7-12). Ele também pode agir providencialmente: quando Ele age dentro das leis naturais que Ele estabeleceu, moldando os eventos para resultar em algo proposital. Meu exemplo favorito disto é a forma que Ele operou, por muitas gerações de homens, para que, no momento certo, Jesus nasceria de tal modo que cumpriria todas as profecias feitas sobre Ele. Deus pode agir destas formas tanto para beneficiar a humanidade, como para julgar o pecado. Além de Deus, existem os anjos: seres espirituais poderosos que Deus criou, que são capazes de alterar as leis naturais para realizar atos incríveis (ex. aquele único anjo que matou 70.000 israelitas com pestilência em 2 Sm 24). Satanás e sua hoste de demônios também são anjos, mas que operam contra Deus e o Seu povo (como na história de Jó). Nem Satanás, nem os seus anjos são iguais a Deus, pois também foram criados, mas quando Deus os permite agir, eles demonstram todo o poder que Deus concedeu aos anjos. Na história de Jó, nós vemos que as primeiras duas categorias acima podem ser manipuladas por um ser sobrenatural. Deus permitiu que Satanás agisse, usando as ações de homens pecaminosos e as forças catastróficas do mundo natural para afligir a vida de Jó. (Tecnicamente, então, isto significa que estas coisas se encaixariam aqui, nesta terceira categoria, mas como também acontecem sem ação sobrenatural, convém separá-los.)

As coisas que acontecem como consequência do pecado individual. Esta foi a acusação dos amigos de Jó quando viram a aflição dele. Eles interpretaram todos os eventos dos capítulos um e dois como atos de Deus contra o pecado na vida de Jó, sem saber que era justamente por causa da retidão de Jó que ele estava passando tais tribulações. Mesmo que não fosse o caso na vida de Jó, sabemos que pecado individual tem suas consequências. Quando pecamos, desencadeamos uma série de eventos que terão consequências. Algumas são bastante graves. Quando elas vêm, não devemos perguntar, “Por que Deus permite que isto aconteça comigo?”, já que é óbvio que nós mesmos somos a causa. Eu nem estou falando do julgamento direto de Deus. Isto seria uma ação sobrenatural, portanto, da terceira categoria acima. Por exemplo, vamos supor que você peca contra o homem, dirigindo sob a influência do álcool, com um índice acima do que permitido pela lei, e também dirigindo acima do limite de velocidade. Você também estaria pecando contra Deus 1) por entregar o seu corpo à influência e ao controle de uma substância (Ef 5.18); e 2) por desobedecer as autoridades civis que Deus tem colocado na sua vida (Rm 13.1-6). As consequências destes atos podem incluir: multas, prisão, um acidente que machucasse ou matasse você, um acidente que machucasse ou matasse outras pessoas, e assim por diante. As consequências de pecados individuais podem ser passageiras (como multas, que são pagas e vão embora), ou podem completamente alterar sua vida (como passar a vida em uma cadeira de rodas por causa do acidente).

A importância de fazer estas distinções não é necessariamente para descobrir o porquê das coisas acontecerem. É mais para entender como nosso mundo amaldiçoado pelo pecado funciona. O perigo é de ver pecado individual como a causa de tudo ruim, ou seja: “Deus está julgando estas pessoas com um desastre natural”; ou, “os ataques de 11/09 foram um julgamento contra o pecado dos EUA”; ou, “eu não posso andar hoje porque eu estava pecando contra Deus e Ele me aleijou”; e etc. Precisamos distinguir entre as consequências do pecado individual e as repercussões do pecado original do homem com sua maldição sobre a ordem natural da criação. É importante aprender que nós nem sempre saberemos porque algo aconteceu, e não precisamos saber. O essencial é responder biblicamente às nossas circunstâncias. Ninguém falou para Jó da história por trás dos bastidores, pelo menos não que nós saibamos. Mesmo assim, ele respondeu biblicamente às circunstâncias (na maioria do livro).

Vamos usar o terremoto do Japão como exemplo, ou, pouco tempo atrás, do Haiti. Porque aconteceu? Eu não sei. Quais são as explicações possíveis?

Ou

Deus estava julgando algum pecado nacional (se fosse o caso, nós só saberíamos se Ele nos revelasse),

ou

Deus permitiu que Satanás agisse destrutivamente usando um desastre natural (por motivos que só Ele sabe),

ou

Deus permitiu que um desastre natural acontecesse, uma consequência da maldição do pecado no mundo natural (a mais provável das opções),

ou

outra opção que ainda não considerei.

O xis da questão é que nós não sabemos o porquê. Mas então o que nós sabemos? Sabemos que Deus ainda está no controle absoluto (e é por isto que Ele está, de alguma forma ou outra, em todas as opções acima), e que Ele nos ama (Jo 3.16), e que Ele quer que sejamos reconciliados a Ele (2 Pe 3.9). Sabemos que todos os Seus filhos envolvidos no desastre O verão agindo por meio das suas circunstâncias para cumprir o Seu plano, e, em última analise, para agir para o bem deles (Rm 8.28). Sabemos que devemos amar os japoneses (e haitianos), e orar por eles, e ajudá-los materialmente no que for possível. Sabemos que amanhã, ou no próximo dia, talvez, outro desastre vai acontecer em outro lugar, outra bomba explodirá, outra guerra começará (as coisas na Líbia começaram enquanto eu escrevia este post), e pessoas voltarão a perguntar, “Onde está Deus?”

Ao passo que uma média de 150.000 pessoas a cada dia, eu oro que mais e mais pessoas perguntem, em um clamor do coração que abala suas almas, “Onde está Deus!?”

E, em reposta, os Filhos de Deus precisam está prontos com a resposta, e, em amor, precisamos falar-lhes o que Deus fala na Sua palavra, “Eu estou onde sempre estive. Eu não mudei… Lhes apresento o Meu Filho, que morreu para trazê-los de volta para Mim. Vocês estiveram longe tempo suficiente. Voltem para Mim.”

(Enquanto terminava este post, minha esposa me falou que apenas uma hora atrás outro terremoto de 7,1 graus atingiu o Japão, comprovando o que eu dizia sobre “outro desastre vai acontecer”. Alguma dúvida sobre onde Deus está? Leia o post novamente.)

 

Os Conflitos no Lar e a Escolha do Pacificador

 

Confirmei agora com Pastor Jayro que o livro “Os Conflitos no Lar e a Escolha do Pacificador” (inglês “Peacemaking for Families”) de Ken Sande está pronto! Você pode já fazer o seu pedido pelo site da Igreja Batista Pedras Vivas. Diz no site:

Neste livro, Ken Sande e Tom Raabe propõem uma alternativa bíblica para lidar com os conflitos que trazem tanta dor e separação. Os autores partem do fato de que um conflito sempre começa com algum tipo de desejo. Tais desejos podem se transformar em exigências, que se não forem atendidas evoluirão para julgamentos e terminarão em retaliação. Porém, os autores não se detêm apenas no problema, antes, apresentam de maneira criativa e atraente as soluções bíblicas por meio de inúmeras ilustrações de situações de conflitos familiares. Em todo tempo eles têm em mente que tais conflitos se resolvem com a aplicação de princípios pacificadores. Os princípios e conselhos esboçados neste livro tornarão o seu relacionamento com o cônjuge e filhos mais caloroso, intenso e, sobretudo, agradável a Deus. Isto porque seu lar será um lar de pacificadores, onde todos os seus integrantes serão ensinados e treinados em como aplicar princípios que promovem a paz.

É um livro que recomendo a qualquer pessoa, pois trata de como lidar com problemas familiares (desde a criação de filhos à resolução de problemas entre pais e seus filhos adultos) de uma forma bíblica.

Será uma grande bênção para você, sua família, e o seu ministério.

Leiam sobre o livro no blog “Biblioteca Evangélica.”

A Cebola do Shrek

(Read this post in English.)

É óbvio que a cebola não é, realmente, do Shrek. O fato é que a cebola já foi usada como ilustração na sociologia, psicologia, guias de auto-ajuda, e até para programar  computadores. E faz muito sentido: a cebola tem camadas, e, portanto, pode ser usada para descrever algo complexo ou estratificado. Eu chamo isto da cebola de Shrek porque Shrek fez com que isto fosse memorável para mim. Talvez você lembre da cena. O Burro tagarela está tentando convencer o Shrek de fazer algo digno do um ogro, e atacar diretamente o seu rival. Então o Shrek lhe explica a complexidade de ser um ogro:

Shrek: Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.

Burro: Exemplo?

Shrek: Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.

[estende uma cebola para o Burro, que dá uma cheirada]

Burro: Fedem?

Shrek: Sim. Não!

Burro: Oh. Fazem você chorar.

Shrek: Não.

Burro: Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…

Shrek: [descascando a cebola] Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.

Agora toda vez que penso em uma situação complexa que precisa ser examinada camada por camada, eu penso, “É a cebola do Shrek.” (Quem já fez aula de hermenêutica comigo sabe que é verdade.) E naturalmente, longo penso no Burro, dizendo, “Ah, vocês dois tem camadas. Oh. Sabe, nem todos gostam de cebolas. Que tal um bolo? Todo mundo adora bolo!” E, melhor ainda: “Sabe de outra coisa que todo mundo adora? Pavê!”

A minha mente funciona de um jeito muito estranho.

Mas porque estou falando da cebola do Shrek?

A nossa igreja tem feito uma série de mensagens recentemente sobre a suficiência das Escrituras, e o estudo trouxe à tona muitas coisas interessantes e reveladoras sobre pessoas e o seu entendimento da Bíblia. A mensagem central da série foi simples, mas ainda assim fundamental: Deus nos deu a verdade na Sua Palavra que é suficiente para a “vida e piedade” (2 Pe 1.3), e que é inspirada por Deus, portanto proveitosa para “ensino, repreensão, correção, e instrução em justiça”, com o propósito de fazer o cristão completo, e completamente capacitado para toda boa obra (2 Tm 3.16, 17). Obviamente, isto deveria ser uma verdade central na vida de qualquer cristão. Deus não criou o homem e o deixou para se virar, mas deu-lhe instruções suficientes de autoridade divina na Sua Palavra para que pudesse entender e viver neste mundo que Deus criou.

Permita-me um momento para uma explicação pessoal. Esta verdade é essencial para mim; é uma pressuposição fundamental que alicerça tudo que faço: ou a Bíblia é a absoluta Palavra de Deus, e portanto tem autoridade divina, ou é simplesmente mais uma grande coleção de literatura humana, tão valiosa quanto qualquer outra coisa que o homem já escreveu. Eu entendo o risco de basear toda a minha estrutura em uma verdade só, mas é um “risco” que corro com prazer. Sempre penso nas palavras maravilhosas de C.S. Lewis, “Eu acredito no cristianismo como acredito que o sol nasceu: não só porque o vejo, mas porque por ele vejo todas as outras coisas” (citado online, aparentemente de um artigo chamado (“A Teologia é Poesia?”, 1945). Ele falou do cristianismo como um todo, mas é óbvio, e até mais apropriado, dizer isto sobre as Escrituras. A Bíblia é o nosso sol espiritual, porque não só a vemos, mas por causa dela, vemos todas as outras coisas.

Então, quando eu arduamente compartilho esta verdade que para mim é tão básica e necessária, e escuto respostas que refletem uma ignorância completa das coisas mais básicas da Bíblia (como, por exemplo, onde se encontram os Evangelhos), ou histórias de experiências pessoais com Deus (que contrariam a Palavra de Deus), ou canja de galinha para alma (ou seja, aquelas historinhas bonitinhas e rasas), ou o que o autor Paul Tripp chama de uma leitura das Escrituras do “copiar e colar” (Instrumentos, p. 48), eu vejo que estou de cara com uma cebola do Shrek: reconheço que há muitas e muitas camadas para descascar antes que esta verdade atinja o cerne da cosmovisão destas pessoas.

Eu uso a palavra “ignorância” várias vezes neste post, então gostaria de explicar uma coisa sobre o termo. Eu não o uso como insulto, ou para ofender. Eu me lembro de ficar ofendido no segundo grau (ensino médio para vocês, mais jovens), em uma aula de química. Tinha feito um erro de cálculo muito óbvio, e falei, “É, eu sou burro mesmo.” O professor, prestativo, me corrigiu, “Você não é burro; é ignorante.” Ai! Essa doeu. Mas ele estava certíssimo. A minha ignorância–a falta de conhecimento sobre o assunto–havia levado ao erro de cálculo, que graças a Deus, não levou a uma explosão. Era aula de química, afinal. Descobrindo que você é ignorante sobre um assunto não deve ofendê-lo; deve incentivá-lo a querer saber mais.

Vamos começar com a camada da ignorância geral da Bíblia–pessoas que simplesmente não conhecem nada a Palavra de Deus. Não estou falando de crentes novos, mas de crentes estagnados. Entraram nessa, Deus sabe como (digo isto com todo respeito a Deus), e agora frequentam aos cultos e eventos da igreja sem base alguma. Sua dieta espiritual da Palavra consistente em beliscadinhas de coisas que ouviram ou leram; das migalhas que recebem aleatoriamente no dia a dia. Não discriminam o que consomem, e portanto sua saúde espiritual está em crise. Não podem nem ser protegidos pelos pastores do seu rebanho, pois são eles que visitam os lobos regularmente por conta própria. A esta camada de ignorância, você apresenta o conhecimento bíblico. Você enfatiza a leitura da Palavra de Deus.

A camada sai, revelando outra camada de ignorância: pessoas não sabem como ler a Bíblia. Vejam o que Paul Tripp diz:

Muitos cristãos simplesmente não entendem o que a Bíblia é. Muitos acham que ela é uma enciclopédia espiritual: o catálogo completo de Deus sobre os problemas humanos, associado á lista completa de respostas divinas. Se você abrir na página certa, poderá encontrar respostas para qualquer conflito. Uma variação mais sofisticada vê a Bíblia como um livro texto de teologia sistemática, um esboço de tópicos essenciais que devem ser dominados para viver e pensar da maneira de Deus. Nos dois casos, temos a tendência de oferecer uns aos outros, partes isoladas das Escrituras (um mandamento, um princípio, uma promessa) que parece se encaixar na necessidade do momento. Pensamos que ministrar a Palavra é um pouco mais que um sistema espiritual de copiar e colar. (Instrumentos, 48).

Ele continua, explicando que precisamos de uma visão completa das Escrituras, uma visão que compreende a inteireza da história da redenção de Deus e coloca os trechos e versículos dentro deste contexto. Pessoas presas na primeira camada (da ignorância geral), que estão imaginando por onde começar, vão se espantar com esta informação. “O quê? Eu tenho que ler a Bíblia toda?” Calma. Passo pequenos primeiro. Mas sim, eventualmente, você precisa ler tudo, sim. A beleza das Escrituras não deveria ser reduzida ao artesanato de uma feira hippie–uma coleção de frases bonitinhas bordadas em toalhas, pintadas em plaquinhas ou enviadas em emails para nos ajudar a sobreviver o cotidiano.  Deveria ser admirada na sua maravilhosa e coesa inteireza, com todas as suas conexões, como Monet, pintando uma obra em uma escala muito maior do que já trabalhava. De perto, vemos pontinhos e cores da verdade de Deus, mas assim que aprendemos mais, e damos alguns passos para trás, vemos a mão de um infinito Deus, todo sábio, todo poderoso, juntando coisas aparentemente aleatórias em um plano mestre épico e eterno que deve nos maravilhar. Esqueça o 3D. Coloque uns óculos onidimensionais e aprecie esta obra prima de Deus.

Eu poderia continuar descascando a cebola, mas não vou. Basta apenas dizer que há camadas de experiências pessoais que são valorizadas acima da verdade de Deus; camadas de informações falsas de pessoas bem-intencionadas e outras que querem nos enganar; camadas de perspectivas pessoais e reflexões egoístas e autocêntricas que cancelam aquilo que Deus está nos dizendo; camadas de preguiça e falta de disciplina. Estão aí, na minha vida e sua, e tem que ser descascadas para chegar ao cerne da nossa cosmovisão.

O bom de tudo isto é que funciona da mesma forma que a salvação. Na salvação, entendemos que por mais que descasquemos a cebola, nunca vamos retirar camadas suficientes para remover o que nos separa de Deus. É Deus que tem que penetrar todas elas, e nos transformar de dentro para fora, de mudar o coração. O resultado disto é que algumas camadas caem sozinhas, e outras se tornam mais fáceis de retirar. Quando se trata de conhecer a Palavra de Deus, a mudança não é diferente. Deus está, novamente, mirando os nossos corações. Sim, há muito para aprender sobre como ler e entender a Bíblia, mas você não pode errar começando assim: leia sua Bíblia. Aproxime-se dela com a atitude de querer aprender o que Deus tem para dizer para você, e não o que você quer ouvir Deus falar. Afinal, que melhor maneira há para cortar as camadas da cebola do que uma espada de dois gumes? (Hb 4.12)

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Paul David Tripp: Instrumentos na Mãos do Redentor: Pessoas que Precisam Ser Transformadas Ajudando Pessoas que Precisam de Transformação. Ed. NUTRA, SP: 2009.

Ah! Tá bom assim.

Quando concluímos que algo “tá bom assim”, estamos dizendo, na verdade, que não está. Pense só por um momento de como você usa a expressão. Você diz “tá bom assim” quando tem feito um trabalho maravilhoso? Claro que não. Reservamos a expressão para aqueles momentos quando temos nos esforçado para fazer algo, mas não pretendemos fazer mais. Depois de uma rápida avaliação do que seja o trabalho malfeito, julgamos que, “Ah! Tá bom assim”.

Anos atrás, quando entregava jornais para pagar o seminário, entregava, em média, quinhentos jornais por dia. Era uma corrida contra o relógio, o tempo, e os clientes mesquinhos que queriam o seu jornal perfeitinho. Nos dias miseravelmente chuvosos, quando já estava atrasado, era fácil ver um jornal voar pelo ar, deslizar pela calçada molhada, e quase desaparecer debaixo de um arbusto, deixando apenas uma pontinha visível, e pensar, “Ah! Tá bom assim. Na certa, eles encontram.” Mas não estava tão bom assim. Poderia estar melhor. E é aqui que vemos um elemento chave do porquê que nós achamos que certas coisas estão “bem assim”: por que corrigá-las dá mais trabalho; talvez até seja necessário começar tudo de novo. No caso, teria que sair do meu carro (Sim, entregava jornais no carro. Não se entrega quinhentos jornais de bicicleta! Nem nos filmes!), correr até o jornal, e colocá-lo num lugar mais visível. Num lugar que não ficaria ensopado. Não poderia dizer-se o mesmo de mim quando chegasse de volta ao carro.

Estou fugindo do assunto.

“Tá bom assim” sugere que você não fez o seu melhor, só fez o suficiente para achar que está bom. Também sugere que você não se importa em fazer o seu melhor, mas que ficará satisfeito em deixar passar com um “tá bom assim”.

Temo que muitos cristãos hoje acham que aquilo que estão fazendo para Deus está bom do jeito que está. “Ah! Tá bom assim. Deixa.” Isto é meio estranho, pois a minha experiência é que a maioria de nós acredita que poderíamos fazer melhor. (De fato, até hoje só conheci uma pessoa que disse, “Não, não posso fazer melhor. Estou fazendo o melhor possível”. Infelizmente, ela estava sendo muito generosa consigo mesmo.) Mas além desta alarmante exceção, os cristãos que eu conheço diriam que, obviamente, sempre há mais que pode ser feito, e ser feito de forma melhor. Então por que parece que tantas destas mesmas pessoas (inclusive eu) se contentam em fazer algo que “tá bom assim”?

Considere a nossa salvação. Quais dos nossos esforços foram suficientemente bons para Deus nos aceitar? Será que alguém poderia juntar todas as maiores e melhores obras de altruísmo e solidariedade conhecidos pelo homem, colocar-se diante do nosso Criador e dizer, “E aí, Deus. Tá bom assim?” Não é verdade que a salvação de nossas almas exigiu que reconhecêssemos que éramos incapazes de fazer algo suficientemente bom? Todos estávamos longe da glória de Deus (Rm 3.23). É por isto que Cristo teve que se oferecer em nosso lugar. Nós simplesmente não éramos suficientemente bons.

E então, se os nossos melhores esforços não eram o suficiente, por que devemos nos esforçar agora? É porque os nossos esforços depois da salvação são diferentes do que eram antes da salvação. Vários trechos falam que somos salvos para as boas obras, mesmo que certamente não por meio delas (cf. Ef 2.8-10; Tt 2.11-14; Ti 2.17, e assim por diante). Havendo recebido a salvação pelo supremo sacrifício do único que podia fazer tal coisa, Jesus Cristo, nós somos encorajados, exortados, e ordenados a agir, impelidos pela nova habilidade de sermos como Ele é (e até isto só conseguimos pelo Seu Espírito. cf. Ga 3.3).

E isto não serve só para nós fazermos algo que “tá bom assim”. Refiro-me a Romanos 12.1, “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês”. Quero ressaltar duas coisas deste versículo:

Primeiro, Paulo implora aos leitores que apresentem os seus corpos como sacrifícios, vivos, santos, e agradáveis a Deus. O sacrifício não dava apenas uma porção de si mesmo, e depois saía, dizendo, “Ah, tá bom assim”. Não, o sacrifício era consumido pelo altar, senão pelos os sacerdotes. Entendam: o sacrifício era oferecido completamente a Deus. Paulo não está sugerindo que nos rendamos pela metade, e sim, inteiramente. E o fato que a nossa oferta deve ser santa e aceitável a Deus significa que Ele não procura no sacrifício apenas quantidade (eu dei tudo), mas qualidade (eu dei o meu melhor–pelos padrões dEle!).

Em segundo lugar, Paulo diz que isto é o seu “culto racional” (literalmente, “a sua adoração verdadeira”). Deus não está procurando por pessoas que carregam uma lista de “coisas que faço por Deus” e chegam a conclusão, “Estou fazendo o suficiente. Tá bom assim”. A verdadeira adoração exige que nós ofereçamos tudo que há em nós (sacrifício) para ser consumido na Sua obra. E, por sinal,  a chave de como fazer isto está no próximo versículo, que explica que sacrifícios vivos não se conformam ao padrão deste mundo, mas são transformados para viver de acordo com o padrão de Deus (Rm 12.2).

Tudo se resume assim: na sua caminhada cristã, seja no seu estudo da Palavra de Deus, na sua comunhão com outros cristãos, no seu testemunhar das maravilhosas novas para aqueles que não conhecem a Cristo–o que seja, você nunca deveria contentar-se em dizer, “Ah, tá bom assim”.

Somos chamados para sermos sacrifícios vivos, santos, e aceitáveis: menos que isto, simplesmente não tá bom assim.

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